Camille num banco do jardim.

A cena conta com três figuras duas mulheres e um homem, na jovem sentada banco do parque identificamos a modelo preferida do pintor, sua primeira esposa Camille Deoncieux, que fora durante muito tempo sua amante e com quem tivera um filho três anos antes do casamento.

Camille olha direitamente ao espectador enquanto de seu lado descansa um ramo de flores. No rosto de Camille se perceve uma certa tristeza um ar melancólico nosso olhar vai de seus olhos escuros sob os quais se adivinha a sombra de olheiras ao arranjo sobre o banco, entre sua luva na mão esquerda uma rápida pincelada branca sugere uma missiva que os historiadores identificam como o motivo da desanimo da figura feminina, a noticia da morte de seu pai que se sustenta pelos escritos de Monet nos dias em que fora pintada a obra, exatamente em 23 de setembro de 1873: “Mi mujer esperaba una mala noticia (.) su padre murió ayer”. Esta ideia se reforça pela elegante roupa negra usada por Camille que contrasta com a palidez de seu rosto.

“Camille num banco do jardim” fora pintada em Argentuil um dos lugares favoritos dos pintores impressionistas, Monet pintara este jardim e a Camille em várias ocasiones sempre com ar bucólico ressaltando a beleza da paisagem, esta obra em particular, possui a presencia instigante da personagem a trás da Camille que sorri enquanto olha para ela sugerindo uma história que não conseguimos descifrar. O terceiro personagem da cena parece contemplar as flores do jardim enquanto se protege do sol com uma sombrinha. Os especialistas tem sugerido de modo geral, duas explicações para a presencia da figura masculina e seu gesto na cena ao ar livre, inclinando-se entre um admirador desconhecido da jovem e a personificação da morte mediante um emissário, o próprio Monet diria se tratar apena de um vizinho de Argentuil, embora em pequisas mais recentes os historiadores da arte tenham demostrado se tratar de Eugene Manet (1833/1892) que contava na época com 40 anos e era visitante regular da casa do pintor junto a seu irmão Edouard.

No extremo da obra, justo detrás da terceira figura, avistamos a casa de Monet que para então tinha gano fama e fortuna devido a sua relação com o galerista Paul Durant-Ruel que tinha se convertido em seu marchant, Camille e Monet tinha vivido antes da aparição deste, praticamente na miséria. Embora a casa de Argentuil tenha realmente existido, segundo os especialistas, a aparência do jardim da mesma não é teria a fastuosa aparência de um parque como da a entender Monet em “Camille n

Artista

MONET, Claude

Data

1873

Local

New York, The Metropolitan Museum of Art

Medidas

60. 6 x 80. 3 cm

Técnica

Óleo sobre tela

Suporte

Pintura

Tema

A Figura Humana Retratos e Caricaturas

Período

50 - SÉCULO XIX

Index Iconografico

1601 - Paisagens com arquiteturas e figuras ; 1700C1 - Retratos contemporâneos

Autor

Luiz Marques

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