Guerreiro Negro

O Guerreiro Negro de Albert Eckhout (1610-1666) ergue-se imponente no centro do quadro, com semblante determinado e sério. Seus cabelos são fartos e encaracolados na altura das orelhas. Suas armas, enfim, mostram que ele não está, obviamente, retratado como um escravo.

Na mão direita, o guerreiro segura uma lança, enquanto a mão esquerda apóia-se na cintura, próxima à espada de … Continue lendo...

Floresta cortada (parte 1)

O livro “Flora Brasiliensis” originou-se da viagem dos naturalistas Spix e Martius pelo Brasil, entre 1817 e 1820. Eles vieram ao Brasil junto com um grupo de cientistas e naturalistas que acompanhavam a arquiduquesa Leopoldina, integrando a Missão Austríaca.

Spix e Martius iniciaram o itinerário nos arredores do Rio de Janeiro, viajando de São Paulo ao sul da Bahia. Posteriormente, … Continue lendo...

Floresta cortada (detalhe)

Martius comentou sobre as representações freqüentes em obras de naturalistas e viajantes e argumentou: “Em meio à reprodução expressa, já em diversas estampas, das florestas primitivas, em sua beleza natural e abundância, não me pareceu dissonante ainda mostrar a imagem daquela devastação, que, nessas florestas, é feita pelas mãos soberbas dos homens que as agridem com o arado ou com … Continue lendo...

Cozinha de Maloca

Conhecemos pouco acerca da trajetória de Frisch no Brasil. Na opinião de vários pesquisadores, ele teria percorrido o Alto Amazonas por volta de 1865, em companhia do engenheiro e fotógrafo Franz Keller-Leuzinger.

Um folheto redigido em francês, impresso em 1869 no Rio de Janeiro, foi descoberto recentemente por Joaquim Marçal no acervo da Biblioteca Nacional. Ele apresenta uma lista de … Continue lendo...

América

“Embaixo, lê-se a seguinte inscrição:

Illa quidem nostris dudum non cognita terris / Facta brevi, auriferis late celeberrima venis, / Visceribus scelerata suis humana recondens / Viscera feralem praetendit America clavam

Em 1588-1589, Adriaen Collaert grava os desenhos de Marteen de Vos para uma série de representações alegóricas dos Quatro Continentes, série que segue de perto as personalizações dos continentes, … Continue lendo...

Adereços tribais

A aquarela foi realizada durante uma expedição científica realizada entre 1817 e 1820. Louis de Freycinet e o pintor Jacques Arago reuniram-se a um grupo de pesquisadores, entre médicos e botânicos, para estudar o magnetismo da Terra no hemisfério sul.

Arago, que participou da expedição como pintor amador, foi responsável pela maior parte dos desenhos publicados no livro “Voyage Autour … Continue lendo...

A última corrida, Mandan O-Kee-Pa Ceremony

“Uma data central do calendário religioso dos Mandan, tribo que habitava às margens do rio Missouri, era o O-kee-pa, uma cerimônia de iniciação dos jovens que durava quatro dias.

George Catlin (1796-1872) registra esta cerimônia em sua viagem pelo Missouri em 1832, a respeito da qual escreve:

“”During the first three days of this solemn conclave, there were many very … Continue lendo...

A palavra aos surdos-mudos (Imagem 2: detalhe)

(continuação do texto que acompanha a imagem principal)

Como nota Verônica Souza, ocorria na época uma estreita
ligação entre o exercício da medicina e o da chamada
educação especial, iniciada já no século XVI. A cadeira de
“Linguagem Articulada” do instituto foi ocupada pelo médico
Menezes Vieira, que se dedicou à educação infantil, sendo
diretor do “Pedagogium” e fundador do … Continue lendo...

A palavra aos surdos-mudos

O quadro foi realizado quando o pintor Oscar Pereira da
Silva tinha dezenove anos, e estudava na Academia Imperial
de Belas Artes. O tema abordado não é freqüente na pintura
do Brasil no período: o artista retratou o doutor José
Joaquim Menezes de Vieira ensinando linguagem articulada a
dois meninos com deficiência auditiva.

O título da obra vem da expressão … Continue lendo...