Monumento a José de Alencar, Parte 6 – Relevo

“O romance “”O Gaúcho””, segundo Araripe Júnior, foi o primeiro que José de Alencar publicou depois da sua decepção com a vida pública e com a política:

“”o que quis ele exprimir com esse homem singular dos pampas, esse Manuel Canho, triste, excêntrico, cruel, em oposição a tudo, revoltado contra a sociedade, alimentando sistematicamente o ódio contra os homens, isolado … Continue lendo...

Monumento a José de Alencar, Parte 5 –

Podemos notar que a fase indianista do Alencar é privilegiada pelo escultor nesse monumento, principalmente pelos medalhões, que contêm representações de personagens destes livros: Martim e Iracema, Peri e Cecília. No caso do relevo que trata do romance Iracema, a passagem é comentada por Alexander Miyoshi:

“Iracema é provavelmente mostrada no capítulo sete do romance, no qual enfrenta o chefe … Continue lendo...

Monumento a José de Alencar, Parte 4 – Relevo

No relevo “O sertanejo” de Rodolfo Bernardelli para o Monumento a José de Alencar é possível pensar que o momento representado pelo escultor é uma passagem secundária do romance daquele escritor, mas de grande importância por denunciar o poder da aristocracia no nordeste.
Trata-se da passagem em que o capitão-mor Gonçalves Campelo, saindo para uma vaquejada, depara-se com a cabana … Continue lendo...

Monumento a José de Alencar, Parte 3, Relevo

No relevo “O Guarani”, do Monumento a José de Alencar, a passagem representada pelo escultor Rodolfo Bernardelli é o momento em que os índios Aimorés se preparam para atacar a casa do fidalgo português D. Antonio de Mariz, preparando as flechas com algodão e um produto inflamável, para incendiá-la.
Alencar descreve os aimorés como bárbaros, seres não civilizados: “enquanto se … Continue lendo...

Monumento a José de Alencar, Parte 10 – Medalhão

O Monumento a José de Alencar de Rodolfo Bernardelli traz em sua base belíssimos medalhões, em que há retratos de Martim, Iracema, Peri e Cecília, personagens dos romances “O Guarani” (1857) e “Iracema” (1865).

No medalhão “Iracema” o escultor propõe unicamente um retrato da personagem, sem nenhum tipo de representação para compor o plano de fundo, retomando a imagem da … Continue lendo...

Monumento a José de Alencar, Parte 8, Medalhão

O “Monumento a José de Alencar” (1897) de Rodolfo Bernardelli traz em sua base belíssimos medalhões, em que há retratos de Martim, Iracema, Peri e Cecília, personagens dos livros “O Guarani” (1857) e “Iracema” (1865).

Nesse medalhão o escultor criou um belo retrato da personagem Cecília, a jovem filha do fidalgo português D. Antonio de Mariz, que teria sido um … Continue lendo...

Moema, Parte 2

Em “Moema”, na visão de Luciano Migliaccio , o escultor Rodolfo Bernardelli revelou um propósito novo. Enquanto diretor da ENBA, procurou recuperar a tradição criada pelo pintor Victor Meirelles (1832-1903), modernizando-a pela referência formal a escultores contemporâneos italianos, como Medardo Rosso (1858-1928) e Vincenzo Gemito (1852-1929).

O próprio escultor comenta as possibilidades que o tema oferece em carta a Eliseu … Continue lendo...

Moema, Parte 1

A escultura de Rodolfo Bernardelli é a representação da índia Moema, que morre afogada no mar enquanto seguia a nado o navio que levava o português Diogo Álvares Correia, o Caramuru, por quem ela estava apaixonada, e a índia Catarina Paraguaçu para a Europa.

Em relação ao tema da obra, é possível que o escultor, além da leitura essencial do … Continue lendo...

Moema

Se comparada às de Meirelles e Bernardelli, a Moema de Pedro Americo é a de menor fortuna crítica e a menos conhecida do público. Suas dimensões reduzidas e a rapidez da fatura lhe conferem o aspecto de um estudo. Mesmo assim, ela não deixou de ser notada pela crítica, especialmente em tentativas de depreciar o autor.

A primeira crítica é … Continue lendo...

Moema

Moema é a índia que Diogo rejeita em Caramuru, poema épico do descobrimento da Bahia (1781). Sua presença é pequena na poesia, mas Moema acabou protagonizando seu episódio mais celebrado, no qual desaparece nas águas. A partir disso, se fortalece a união de Diogo e Paraguaçu, símbolo da nação renovada.

Victor Meirelles não pintou uma cena de Caramuru; escolheu retratar … Continue lendo...