´´Nhá Chica´´

Almeida Jr. é o mestre na caracterização – ao mesmo tempo empática e de uma objetividade quase etnográfica – do caipira, o homem rural de São Paulo.

Nhá Chica é uma grande massa corpórea interposta entre a luz externa que banha seu fronte e peito, e a cerrada penumbra dos interiores rurais paulistas. Ela fuma seu cachimbo lentamente, enquanto fita … Continue lendo...

¿Más Café Don Nicolás?

“Esta cena interior, retrato de uma família camponesa, apresenta uma visão detalhada de alguns dos elementos tipificadores da vida rural da Ilha. ¿Más Café Don Nicolás? da autoria do pintor moderno cubano Francisco Gattorno tem a peculiaridade, de apresentar aspectos que dizem respeito a formação do artista na tradição pictórica ocidental e seu conhecimento profundo da obra de mestres da … Continue lendo...

Vendedora de miudezas

Marc Ferrez foi o mais conceituado fotógrafo da paisagem brasileira, desde a década de 1870, e sua produção apresenta diálogo com a produção de pintores do período. Estudiosos apontam ainda a importância para Marc Ferrez do contato com a obra de fotógrafos pioneiros no país, atuantes nas décadas de 1860 e 1870, como Revert Henry Klumb, Georges Leuzinger e Victor … Continue lendo...

Uma visão dos Yanomami.

“A aproximação à fotografia que tem o indígena como protagonista é sempre um tema profundamente controverso que carrega implícita a própria visão do fotógrafo e desse `outro antropológico` visto como minoria. Neste sentido, existe um elemento inevitável ligado à visão eurocentrista do mito do bom selvagem ou `Noble Savage` que se desenvolve a partir do século XVII como parte da … Continue lendo...

Um domingo na tarde na ilha de Grande Jatte

“Esta obra marca o nascimento de uma nova técnica pictórica o “”divisionismo”” como o denominara o pintor ou “”puntilhismo””como se conhecera posteriormente. No lugar de misturar os pigmentos na paleta como seus contemporâneos o pintor francês George Seurat, aplica as cores primarias direitamente sobre a tela ponto, a ponto, que logo na retina do espectador tomará a forma e a … Continue lendo...

Trilogia Pátria 1, 2 e 3.

Esta trilogia do fotojornalista brasileiro, Antônio Luiz Benck Vargas realizada durante os enfrentamentos entre a polícia e os estudantes no período da ditadura militar brasileira inciada em 1964, foi apresentada por vez primeira ao grande público, fora do contexto noticioso, durante a Primeira Mostra Latino-Americana de Fotografia realizada no México em 1978.

É evidente a alusão à Liberdade Guiando o Continue lendo...

Trilogia Pátria 1, 2 e 3.

O trabalho de Antônio Luiz Benck Vargas ganha destaque na década de 70. Participa da Primeira Mostra de Fotografia Latino-Americana Contemporânea, celebrada no México no ano de 1978, fazendo com que suas obras se tornem conhecidas tanto no contexto da América Latina, bem como em Nova Iorque e Paris.

Laureado no Brasil com um prêmio, em 1977, no Concurso Esso … Continue lendo...

Trabalhador do mato

A litografia foi realizada para ilustrar o livro “Brasil Pitoresco”, dos franceses Charles Ribeyrolles e Victor Frond, publicado entre 1859 e 1861. Na opinião de Segala, essa imagem e também a que apresenta o “Trabalhador da roça”* afinam-se:

“com as interpretações correntes na Europa em torno da idéia do pitoresco, que, quando deslocado da paisagem para os costumes, distingue na … Continue lendo...

Artista

FROND, V. (fotografia); CHAMPAGNE (litografia)
Data
1858

Trabalhador da roça

A litografia foi realizada para ilustrar o livro “Brasil Pitoresco”, dos franceses Charles Ribeyrolles e Victor Frond, publicado entre 1859 e 1861. As fotografias foram utilizadas como base para as litografias realizadas na Maison Lemercier, em Paris.

Apenas algumas fotografias de Frond correspondem diretamente a trechos do texto de Ribeyrolles. Nas litografias “Trabalhador da roça” e “Negra da roça” os … Continue lendo...

Artista

FROND, V. (fotografia); CHARPENTIER (litografia).
Data
1859