Cócegas, Parte 2 (detalhe)

Na ocasião da mostra de José Malhoa em 1906 no Brasil, o crítico Gonzaga Duque escreveu sobre sua obra, ressaltando a sinceridade de expressão que ele obtinha em suas obras e as suas qualidades de pintor de paisagens ao ar livre:

“possui uma impulsiva afetibilidade para os humildes; o viver simples dos campônios, as cenas provincianas, o feitio achavascado do montanhês, o tipo sadio da varina, a miséria fuliginosa dos casais dão os melhores dos seus quadros, são os temas prediletos da sua paleta. (…) A habilidade que aí está corresponde à que se admira no ar livre, intitulado Cócegas, a maior de suas telas (…) há a grandeza planimétrica da paisagem loura de trigos em ceifa, a grandeza aérea dos céus, do horizonte, a gama em dois tons do solo juncado de paliçada, a corporatura animal dos saloios em folga, o desalinho sujo de suas vestes das fadigas…”

Maria do Carmo Couto da Silva
11/03/2011

Bibliografia:
1996 – O Grupo do Leão e o naturalismo português / curadoria Raquel Henriques da Silva, Zuzana Paternostro; ensaios Raquel Henriques da Silva [et al.]. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1996, p.55.
1997 – Gonzaga Duque. Exposição Malhoa. In: DUQUE, Luis Gonzaga. Graves e Frívolos (por assuntos de arte). Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa/Sette Letras, p.1997, pp. 42-44.
2003 – J. Malhoa. Amar o outro mar. Lisboa: Ministério da Cultura. Gabinete das Relações Culturais Internacionais, p.58.

Artista

MALHOA, José

Data

1904

Local

Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes

Medidas

128,5 x 285 cm

Técnica

Óleo sobre tela

Suporte

Pintura

Tema

Vida Social e Gênero

Período

SÉCULO XX

Index Iconografico

O Repouso e os Divertimentos do Camponês; A Sedução

Autor

Maria do Carmo Couto

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