Retrato de Ésquines, cópia de idade augusta de um original de 320 a.C.

Ésquines faz-se figurar com o semblante impassível, o braço
preso ao peito e imobilizado pela toga, em acordo com seu
próprio ideal de uma actio comedida, expresso em seu
discurso (I,25):

“E os oradores antigos, homens como Péricles, Temístocles e
Aristides, eram de tal modo controlados (sophrones)
que se considerava então moralmente reprovável falar com a
mão livre, algo hoje habitual (…). Podeis atestar que
nesta estátua na ágora de Salamina, Sólon mantém a mão
oculta sob o manto; mas tal estátua justamente comemora e
reproduz fielmente a pose com a qual ele se apresentava
diante da assembléia do demos” (apud Zanker).

Veja-se, a respeito, a possível recepção deste traço
distintivo da retratística antiga no período moderno nos
retratos de Henry Howard* por Hans Holbein o Jovem, no Museu
de Arte de São Paulo, e de Gaspare Mola* por Alessandro
Algardi no Ermitage.

Luiz Marques
29/12/2011

Bibliografia
1995 – P. Zanker, Die Maske des Sokrates. Das Bild des
Intellektuellen in der antiken Kunst. Trad. ital., Turim,
Einaudi, p. 55-56.

Artista

Anônimo

Data

-320circa a.C. (original)

Local

Nápoles, Museo Archeologico Nazionale

Medidas

desconhecido

Técnica

Mármore

Suporte

Escultura

Tema

A Figura Humana Retratos e Caricaturas

Período

ARTE GRECO-ROMANA

Index Iconografico

1700B - Retratos escultura; 1700B1 - Retratos contemporâneos
1116 - Rétores e Oradores

Autor

Luiz Marques

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *