Síntese plástica da Ideia de Guerra

“Sob duas bandeiras francesas, lê-se a inscrição: Ordre de
Mobilisation Générale
; embaixo, a data “”1914″”.

Nascido em Cortona, Gino Severini (1883-1966) instala-se em
1899 em Roma, onde vive em dificuldade. O encontro em 1901
com Umberto Boccioni (1882-1916) e Giacomo Balla (1871-
1958), que retornam de Paris, é decisivo em suas leituras de
Schopenhauer, Nietzsche, os romancistas russos e … Continue lendo...

Sagrada Família com S. João Batista Menino

Registro inventarial: inv. 5527

Contrariamente a Luciano Berti e a Carlo Falciani,
estudiosos como Smyth, John Shearman e Philippe Costamagna
atribuem a execução da obra a Bronzino, a partir de um
desenho de Pontormo (1494-1557), que figura apenas o grupo
central em posição invertida (Uffizi 6729 F recto).

Não há consenso também quanto à datação. Os que a datam … Continue lendo...

Retrato funerário de Andrea Mantegna

“Este busto brônzeo funerário de Andrea Mantegna é inserido
em um medalhão de pórfido circundado por uma moldura de
pietra d´Istria.

Na redação de 1568 da “”Vida de Andrea Mantegna”” (1431c.-
1506), Giorgio Vasari refere-se a este retrato funerário do
artista, sem especificar sua autoria:

E con esequie onorate fu sepolto in S. Andrea; e alla sua
sepoltura, sopra la quale
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Retrato de Hostiliano (?), filho do Imperador Trajano Décio

Com base em semelhanças com efígies representada em moedas,
Helga von Heintze (1957) propôs identificar esta cabeça, bem
como o Imperator retratado no sarcófago Grande
Ludovisi, no Palazzo Altemps de Roma, com o filho menor do
imperador Trajano Décio, Gaio Valente Hostiliano Méssio
Quinto, proclamado Augusto por Triboniano Galo em 251, mas
morto na peste de 252. A identificação foi … Continue lendo...

Retrato de Francesco Maria della Rovere, duque de Urbino

Registro inventarial: inv. 1890 n. 926

Filho de Giovanni Della Rovere, prefeito de Roma, e de
Giovanna, filha de Federico da Montefeltro (duque de Urbino
até 1482, data de sua morte), Francesco Maria della Rovere
(1490-1538) é adotado em 18 de setembro de 1504 por
Guidubaldo, novo duque de Urbino, graças à intervenção de
outro tio, Júlio II (Giuliano Della … Continue lendo...

Retrato de desconhecido

A obra foi atribuída outrora a diversos pintores de Ferrara e só a partir de 1946 (Suida) a Mantegna. Embora diversos estudiosos (Longhi, em 1962, Camesasca em 1964, Christiansen em 1992, etc.) reiterem a atribuição a Mantegna, esta não é unânime, sobretudo em decorrência do forte espírito analítico do retrato, que descreve em detalhe a pele rugosa e a barbicha … Continue lendo...

O “Arrotino” (o Escravo Cita)

Além do “Cupido” vendido a Raffaele Riario, um argumento em defesa da hipótese de que Michelangelo criou outras esculturas “antigas” nestes anos romanos é a hipótese de Alessandro Parronchi, avançada em 1975, segundo a qual o Arrotino é obra do artista.

Durante essa primeira estada romana de cinco anos em Roma (1496-1501), o jovem Michelangelo terá decerto esculpido outras obras … Continue lendo...

Juízo Final

Este retábulo de Van der Weyden (1400 – 1464) foi encomendado pelo Chancelier Nicolas Rolin e sua esposa, Guigonne des Salins, para o altar da capela da Grande Sala dos Doentes do Hospice (Asilo ou Hospital) que ele fundara em Beaune, na Borgonha. O tema do Juízo Final convinha a um vestíbulo da morte.

Superpõem-se neste retábulo três registros: o … Continue lendo...

José no Egito. Detalhe

(continuação do texto que acompanha a imagem principal)

3) Pela escadaria curva que circunda o edifício sobem Efraim e Manasse, um deles acolhido pela mãe, Asenet (filha de Putifar), e o outro levado pela mão de seu pai, José, que enigmaticamente volta o olhar para o espectador. O detalhe aguça a sensação onírica de irrealidade criada pelo conjunto da paginação … Continue lendo...