Retrato funerário de Andrea Mantegna

“Este busto brônzeo funerário de Andrea Mantegna é inserido
em um medalhão de pórfido circundado por uma moldura de
pietra d´Istria.

Na redação de 1568 da “”Vida de Andrea Mantegna”” (1431c.-
1506), Giorgio Vasari refere-se a este retrato funerário do
artista, sem especificar sua autoria:

E con esequie onorate fu sepolto in S. Andrea; e alla sua
sepoltura, sopra la quale
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Retrato de negro

Em 1886 o escultor Rodolfo Bernardelli realizou o retrato do músico afro-cubano José Silvestre White Laffite (1836-1918). White, depois de viver um período na França, foi convidado a dirigir o Conservatório Imperial de Rio de Janeiro (Brasil), cargo em que permanece até 1889, quando com a Proclamação da República retorna a Paris. Ele foi também professor dos filhos de D. … Continue lendo...

Retrato de Francesco Sforza (1401-1466)

A medalha contém a inscrição:

FRANCISCUS SFORTIA VICECOMES MARCHIO ET COMES AC CREMONE D[OMINUS] (Francisco Sforza Visconde e Conde das Marche e Senhor de Cremona).

E no verso a assinatura de Pisanello: OPUS PISANI PICTORIS

Filho de Muzio Attendolo Sforza, um militar de origens humildes, Francesco (1401-1466) é um condottiere dotado de força descomunal (capaz de entortar barras de ferro) … Continue lendo...

Retrato de Catão de Útica

“Marcos Pórcio Catão, chamado Catão de Útica (Roma 95 – Útica, 46 a.C.) foi modelo de severidade moral e personagem chave da crise da República. Como tribuno designado em 63, no Consulado de Cícero, foi terrível na repressão a Catilina e a seus asseclas, iniciando-se aí seu antagonismo com César, descrito por Salústio (Conjuração de Catilina LIV) em uma … Continue lendo...

Retrato de Augusto

Registro inventarial: inv. 1911.9-1-1

O retrato foi descoberto em Meroé, atual Sudão, por ocasião de uma campanha de excavações coordenadas pela Liverpool University, e pertencia originariamente a uma estátua de dimensões maiores que a escala humana.

Após a vitória sobre Marco Antônio e Cleópatra na batalha de Actium em 31 a.C., Augusto reduz o Egito à condição de província, aí … Continue lendo...

Retrato busto de Giovanni Gioviano Pontano

Registro inventarial: inv. PB 153

Inscrição na base: Ioannes Iovianus Pontanus / Alfonsi
Calabriae Ducis Praeceptor
Giovanni Gioviano Pontano,
Preceptor do Duque Alfonso de Calabria)

O grande poeta, homem de Estado e humanista, Giovanni
Pontano (1429-1503), transfere-se em 1448 para Nápoles,
chamado por Alfonso o Magnânimo, em cuja corte se distingue
como preceptor de Carlo de Navarra e de Alfonso, … Continue lendo...

Artista

Adriano Fiorentino (A. di Giovanni de´ Maestri)
Data
1488

Retrato busto de Bindo Altoviti

“Registro inventarial: S26e21

A obra foi adquirida por Isabella Stewart Gardner
diretamente da família Altoviti, em 1898. Ela foi executada
por Benvenuto Cellini (1500-1571) em Florença entre janeiro
de 1549 e a primavera do ano seguinte, isto é, imediatamente
após seu busto do duque Cosimo I, no Bargello.

Em suas memórias, La Vita, o artista deixa uma
saborosa recordação … Continue lendo...

Psiu!

Em “Psiu!” Rodolfo Bernardelli apresenta uma representação
bastante inovadora da figura da morte, no campo da
escultura. Segundo Celita Vaccani, a estatueta seria uma
maquete para a escultura que o escultor pensava destinar a
seu túmulo.

Nessa obra, Bernardelli representa a morte na imagem de um
esqueleto vestido com uma túnica clássica, mas que deixa
entrever a ossatura do peito. … Continue lendo...

Proximus Tuus

“Proximus tuus” (1880) de Achille d´Orsi é representação de um camponês, exaurido de cansaço, sentado em meio ao campo no qual estava trabalhando.

A obra, apresentada pela primeira vez na exposição de Turim, era em gesso pintado com uma patina acinzentada para simular metal. Essa técnica, também utilizada por d´Orsi em I parassiti [Os parasitas], deveria dar a impressão de … Continue lendo...

Paraguaçu

Entre as esculturas de Rodolfo Bernardelli que representam o índio, há uma pequena Paraguaçu. Personagem histórica presente no poema épico Caramuru (1781) de José de Santa Rita Durão (1722-1784), ela foi batizada como Catarina após se casar com Diogo Álvares Correa, o Caramuru.

Bernardelli a fez como uma guerreira, conforme ela surge no canto IV da epopeia. É uma versão … Continue lendo...