Apolo do Belvedere. Detalhe 1: a cabeça de Apolo

“(continuação do texto da imagem anterior)

2. Leocares

O autor presumido do original brônzeo do Apolo do Belvedere, Leocares, é um dos mais importantes escultores ativos entre 370 e 330c.. Atenas consagra-o, confiando-lhe a execução da estátua do santuário de Zeus Polieus, no ponto mais alto da Acrópole (Pausânias I,24,4). Em Atenas, ele executa ainda um Ganimedes, de que se conserva uma derivação nos Musei Vaticani.

Leocares torna-se sucessivamente artista de corte. Nesta condição, realiza um Apolo em bronze para Dionísio II de Siracusa, conforme Platão (Cartas XIII 361a); dirige em meados do século a decoração escultórica em relevo do lado oeste do colossal Mausoléu de Halicarnasso, e para o Philipeion de Olímpia, executa enfim estátuas criselefantinas dos reis da Macedônia.

Plínio menciona-o duas vezes, como bronzista (XXIV, 50, 79) e como escultor em mármore (XXXVI, 30) em Halicarnasso, trabalhando em concorrência com Briáxides, Skopas e Timóteo, que executam as três outras faces do monumento. “”Graças sobretudo a estes quatro escultores””, conclui Plínio, “”o Mausoléu conta-se entre as sete maravilhas do mundo””.

3. O impacto da descoberta do Apolo no século XVI

A partir dos anos do pontificado de Sisto IV (1471-1484), iniciado com sua celebrada doação à cidade de Roma de bronzes monumentais de alto impacto artístico e simbólico (a Loba, o Espinário, a cabeça colossal de Constantino…), assiste-se a um crescente interesse pela escultura monumental antiga, incrementado pela descoberta de obras de excepcional importância, tais como o Torso do Belvedere*, os Três Faunos* e o Apolo do Belvedere. Que um escultor como Andrea Bregno (1418-1506) possua então o Torso do Belvedere e notabilize-se por uma coleção de esculturas romanas, conservadas em sua residência em Monte Cavallo (Quirinal), não causa estranheza na nova dinâmica cultural gerada pelo pontificado sistino. Esta dinâmica bem demonstra a emergência uma nova sensibilidade, notadamente em Roma, Nápoles e Florença, em relação à estatuária monumental antiga e explica como se pôde produzir o impacto do Apolo do Belvedere, descoberto em 1489, em incerta localidade.

Sobre os demais itens:

– O impacto da descoberta do Apolo no século XVI (cont.)
– As cópias e restaurações
– A Fortuna crítica
– Bibliografia

ver texto da imagem 3 do Apolo do Belvedere”

Artista

Leocares, cópia romana de

Data

118/ 138

Local

Vaticano, Museo Pio Clementino

Medidas

224 cm

Técnica

Mármore

Suporte

Escultura

Tema

Mitologia, História e Topografia Antigas

Período

ARTE GRECO-ROMANA

Index Iconografico

12Apo - APOLO Febo, Hélio, Sol

Autor

Luiz Marques

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