Monumento a José de Alencar, Parte 3, Relevo

No relevo “O Guarani”, do Monumento a José de Alencar, a passagem representada pelo escultor Rodolfo Bernardelli é o momento em que os índios Aimorés se preparam para atacar a casa do fidalgo português D. Antonio de Mariz, preparando as flechas com algodão e um produto inflamável, para incendiá-la.
Alencar descreve os aimorés como bárbaros, seres não civilizados: “enquanto se ocupavam deste trabalho, um prazer feroz animava todas essas fisionomias sinistras, nas quais a braveza, a ignorâncias e os instintos carniceiros tinham quase de todo apagado o cunho da raça humana”.
Peri envenena seu corpo com curare e se deixa aprisionar pelos Aimorés para que, quando fosse oferecido em banquete aos guerreiros também os matasse. A cena representada pelo escultor refere-se ao momento em que o velho cacique dos Aimorés, após avançar sobre Peri com uma imensa clava, teve o punho decepado. Peri, em seguida, fincou sua arma no solo e quebrou a lâmina. O cacique deu um passo à frente e fez um gesto enérgico com o braço direito decepado, indicando que Peri era seu prisioneiro de guerra. Os aimorés então ataram-lhe os punhos e o prenderam a uma árvore.

Maria do Carmo Couto da Silva
27/07/2010

Bibliografia:
1992 – A. Bosi. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, p.179.
2002 – José M. de Alencar. O Guarani. Porto Alegre:
Porto Alegre: L e PM, 2002. p.338-346.

(continua no texto que acompanha a imagem 4)

Artista

BERNARDELLI, Rodolfo

Data

1897

Local

Rio de Janeiro, Praça José de Alencar

Medidas

não disponíveis

Técnica

Bronze

Suporte

Arquitetura e Monumentos

Tema

Literatura Medieval Moderna e Contemporânea

Período

O SÉCULO XIX NA AMÉRICA HISPÂNICA E NO BRASIL (A PARTIR DE 1822)

Index Iconografico

508A - Monumentos cívicos à glória de uma personagem; 1000-AlGu - O Guarani

Autor

Maria do Carmo Couto

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *