La Familia se retrata

Nesta obra o tema por excelência da vanguarda artística cubana ou seja o camponês o “Guajiro” volta a ser o centro de atenção. No entanto a visão de Arístides Fernández coloca novos matizes a problemática de inspiração nacionalista. O pintor apresenta um retrato de família, em que os personagens possam no espaço exterior, numa composição que privilegia a cor, deixando de lado os costumeiros tons cálidos e a iluminação tropical. O artista emprega basicamente três cores, branco em pequenos detalhes, azul em maior grado e marrom em toda sua intensidade. Um tom terroso e ocre se repete em todas as personagens definidas por meio de linhas pretas, dando forma a toda a paisagem rural. O artista numa composição planimétrica relega a um plano secundário os detalhes, os rasgos dos personagens são solucionados com pequenas manchas, todo o conjunto tem sido realizado com uma pincelada solta. Embora esta economia de recursos, a mestria pintor consegue transmitir de modo inusitado emociones na postura contida das figuras e em suas expressões que nos permitem incluso localizar o papel e a ligação de cada um dentro da família. Trás a figura sentada na cadeira no primeiro plano, estariam os pais que se retiram numa posição discreta para dar destaque a as três filhas na sua frente, do lado direito com o rosto fechado e com ar imponente estaria a filha mais velha do casal, do lado esquerdo a irma do meio segurando um ramo de flores na mão com uma doses menor de severidade e no centro da composição se identificamos a filha mais nova. Nenhum dos personagens da cena de Fernández embora se trate de uma organização arranjada sorri ao fotógrafo ambulante que retrata a família em meio da paisagem pobre, numa ingenua tentativa de atesourar suas imagens nas melhores roupas, o artista tem se amparado numa estética que relembra a simplicidade da arte popular, para captar a dignidade ingenua e algo grotesca da família camponesa.
Arístides Fernández pertence a o que a historiografia de arte cubano tem denominado como primeira geração modernista. Se conhecem poucas obras de sua produção devido, tanto aos escassos recursos financeiros do artista, quanto a seu senso critico que o levara a destruir e repintar sobre as mesmas telas em grande parte de suas criações, que só seriam exibidas logo de sua morte com a penas 30 anos.

Monica Villares Ferrer, Mestre em História da Arte
16/05/2010.

Artista

FERNÁNDEZ, Arístides (1904/1934)

Data

1933

Local

Havana, Museo de Bellas Artes

Medidas

150 x 120 cm

Técnica

Óleo sobre tela

Suporte

Pintura

Tema

Vida Social e Gênero

Período

O SÉCULO XX NA AMÉRICA HISPÂNICA E NO BRASIL

Index Iconografico

1512 - O Camponês e sua família

Autor

Luiz Marques

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