Sátiro dançante

Localização inventarial: Salone del Trono

Embora o título desta obra excepcional, executada em mármore grego, seja Sátiro dançante, não se poderia excluir que figure na realidade um Diôniso ou Baco. De fato, ela pode ser, seja um sátiro concebido como acólito do deus, seja o próprio deus, cingido com a coroa de folhas de vinha, o thiasos dionisíaco, a pele de leopardo e o estupendo leopardo ou pantera que se apóia sobre uma ânfora de vinho.

Sátiro ou Baco, o titulo da estátua capta bem, em todo o caso, o movimento de dança da figura, que se arca e estira o braço, com efeito de máxima interferência no espaço.

É curioso, em se tratando de uma obra desta importância, que não haja documentação, visual ou textual, a repeito nos séculos XV e XVI, e não se conheça sequer sua proveniência. Foi cogitado que possa ter pertencido à coleção do Cardeal Scipione Borghese, proprietário anterior do Palácio Pallavicini Rospigliosi, tanto mais porque os Pallavicini Rospigliosi não foram colecionadores de antiguidades.

Tratar-se-ia possivelmente de uma cópia romana de época adriânea (117 – 138) a partir de um original ático do século IV a.C., de Praxíteles ou de seu círculo.

Luiz Marques
29/05/2010

Bibliografia
1999 – D. Di Castro, A.M. Pedrocchi, P. Waddy, Il Palazzo Pallavicino Rospigliosi e la Galleria Pallavicini, Turim, Umberto Allemandi, p. 82

Artista

cópia romana de original grego

Data

117/ 138 de um original do s. IV a.C.

Local

Roma, Palácio Pallavicini Rospigliosi

Medidas

desconhecidas

Técnica

Mármore

Suporte

Escultura

Tema

Mitologia, História e Topografia Antigas

Período

ARTE GRECO-ROMANA

Index Iconografico

134 - Faunos e sátiros; 12Bac - Baco, Diôniso, Liber

Autor

Luiz Marques

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