Apolo do Belvedere. Imagem 4 (estado após o restauro de Montorsoli de 1532/33

Cópias e restaurações
(continuação do texto da imagem 3)

Há um grande número de cópias e derivações da escultura no século XVI, realizadas por artistas como Antico*, Francesco Francia*, Bandinelli*, Primaticio* e talvez mesmo Michelangelo*, em um desenho de memória conservado no British Museum e outro em uma parede de um ambiente subjacente à Sacristia Nova (Capela Medici) de San Lorenzo, em Florença.

As primeiras cópias conservadas do Apolo do Belvedere, datáveis dos anos 1497-1503, pertencem a um artista anônimo, autor de um caderno de desenhos, um taccuino, conservado na Biblioteca do Escorial e conhecido pelo nome de Codex Escurialensis, composto originalmente de três cadernos, reunidos e concluídos por volta de 1506c., mas nascidos já por volta de 1491, data que consta em seu fólio 50v. (“Roma MCCCCLXXXXI”.).

Suas tangências com o ambiente de Ghirlandaio e talvez com Baccio d´Agnolo (Escurialensis III), mas sobretudo com o Codex Barberiniano de Giuliano da Sangallo (Escurialensis I, II e III) e mesmo com Rafael (em um dos desenhos do Pantheon) documentam uma nova etapa (1490-1506) da evolução do conhecimento das formas arquitetônicas e escultóricas antigas de parte dos artistas florentinos cujo acme ocorre nos anos 1480.

Nos fólios 53r. e 64r. deste Codex Escurialensis, encontram-se desenhos do Apolo em dois ângulos diversos, o primeiro com a inscrição: nelorto disapiero inuinhola, isto é, no jardim de S. Pietro in Vincoli, igreja de que era titular o cardeal Giuliano della Rovere, proprietário da escultura, o que atesta que o desenho data de antes de 1503, data provável em que o Apolo, com a eleição de Giuliano ao papado, é transferido para o Vaticano.

Estes dois desenhos, ao lado de outro de um artista do norte da Itália, conservado no British Museum, documentam o estado de conservação do Apolo antes de 1503. Conforme supõe Brummer:

“aparentemente, o braço esquerdo foi quebrado acima do punho. No que se refere ao braço direito, é importante observar que um reforço, presumivelmente antigo, foi colocado entre o antebraço e o quadril. Estas partes foram removidas no mais tardar em 1532/33, quando Montorsoli restaurou a estátua. Com toda a probabilidade, ele completou o braço esquerdo e deu ao antebraço direito seu novo gesto. Estas adições são claramente mostradas no desenho de Heemskerck* executado nos anos 1530”.

Estas integrações introduzidas por Montorsoli foram removidas somente em um recente restauro.

(continua no texto que acompanha a imagem 5 do Apolo do Belvedere

Artista

Arte Romana

Data

117/ 138

Local

Vaticano, Museo Pio Clementino

Medidas

224 cm

Técnica

Mármore

Suporte

Escultura

Tema

Mitologia, História e Topografia Antigas

Período

ARTE GRECO-ROMANA

Index Iconografico

12Apo - APOLO Febo, Hélio, Sol

Autor

Luiz Marques

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *