Vitória (ou o Gênio da Vitória)

Em sua Vida de Michelangelo (1568), Giorgio Vasari menciona a obra apenas de passagem, com uma interpolação sobre sua própria decoração do Salone dei Cinquecento:

“Em Roma, esboçou oito estátuas e em Florença, cinco; terminou uma Vitória sob a qual havia um prisioneiro, hoje em poder do duque Cosimo, doada que foi por seu sobrinho, Leonardo, à Sua Excelência, que … Continue lendo...

Virtus combusta e Virtus deserta

“Se o exórdio do poema Manto de Poliziano é a fonte
direta da célebre água-forte Nemesis de Albrecht
Dürer, executada em 1501 ou 1502, é possível pensar que, por
sua vez, o Fatum e Fortuna de Leon Battista Alberti
inspire, em parte ao menos, o contemporâneo desenho de
Andrea Mantegna, Virtus combusta, do British Museum
(inv. Pp. 1-23) que … Continue lendo...

Virtù como Domitor Fortunae

“Com Nicola Maquiavel (1469-1527), a superioridade do saber
histórico e político sobre a Fortuna, o tema do triunfo da
Virtù sobre a Fortuna, passa a ocupar o centro
de gravidade da reflexão política e moral, e isto ao menos
até a fratura produzida pelo saque de Roma de 1527, data que
é também a da morte do grande florentino. … Continue lendo...

Victor Hugo no leito de morte

Chamado pela família de Victor Hugo para fotografá-lo no leito de morte, Félix Nadar executa também alguns croquis, entre os quais este, no qual se percebe uma figura sentada (Paul Nadar?), rebatendo com um espelho a fonte luminosa, e também o pano de fundo preto estendido atrás do leito, indispensável para a obtenção de contraste da silhueta e dos efeitos … Continue lendo...

Unidad

Premio no Segundo Salón Nacional de Pintura y Escultura em Havana em 1938, Unidad, do pintor cubano Mariano Rodríguez, aborda um dos três elementos clássicos da linguagem do artista: guajiros(camponeses cubanos) galos e frutas. Nesta obra, poética alegoria a unidade, o pintor conhecido na historiografia da arte simplesmente, como Mariano, apresenta um casal de camponeses numa paisagem rural, construídos a … Continue lendo...

Uma alma perturbada

Num bar vazio, um velho e pobre homem com a cabeça apoiada
na mão e no encosto da cadeira – fórmula gestual (ou
Pathosformel) da melancolia -, imerso em si, mostra
um semblante transfigurado por pensamentos sombrios.

Nos anos 1880, os temas da pobreza, da doença, da angústia e
da depressão são, por experiência própria, característicos
do estado de … Continue lendo...

Um ensaio no balcão do coro

Registro inventarial: Gift of George I. Seney, 1887
(87.8.12)

Inscrições: assinado no canto inferior direito.

Henri ou Henry Lerolle (1848-1929) estuda pintura com Louis
Lamothe, um discípulo de Ingres, e expõe regularmente nos
Salons a partir de 1868. Em 1890, inscreve-se entre os
refundadores da Société Nationale des Beaux-Arts, ao lado de
Meissonier, Puvis de Chavanne, Dalou e Rodin.

Além … Continue lendo...

Um ateliê de artista em 1804, chamado O Ateliê de David

Em uma carta ao pintor Isabey, datada de 1806, Jacques-Louis David (1748-1825) menciona cinco artistas que ele prefere, dentre os numerosos que frequentam seu ateliê, e aos quais oferece um jantar em sua casa :

Mon cher Isabey, je rassemble pour demain mercredi, à dîner chez moi, les élèves qui m´ont le plus fait honneur. (…) Ces élèves sont Fabre, Continue lendo...

Túmulo de Manuel Ferraz de Campos Salles (Imagem 6)

(continuação do texto que acompanha a imagem 5)

A figura das Finanças feita Rodolfo Bernardelli para o
túmulo de Campos Salles veste uma túnica e porta um longo
véu sobre a cabeça.

Ela segura com a mão direita alguns livros e na esquerda uma
espécie de cornucópia, símbolo da fartura, fertilidade,
riqueza e abundância, repleta de moedas.

A nosso ver, … Continue lendo...