Senzala de fazenda fluminense

A gravura foi realizada para ilustrar o livro “Brasil Pitoresco”, dos franceses Charles Ribeyrolles e Victor Frond, publicado entre 1859 e 1861. As fotografias foram utilizadas como base para as litografias realizadas na Maison Lemercier, em Paris.

Os autores percorreram o interior fluminense em 1858, documentando o trabalho dos afrodescendentes nas grandes fazendas de café. Frond registrou as várias atividades de produção de farinha de mandioca, do cultivo da cana e do café.

Nas litografias “Encaixotamento e pesagem do açúcar”, “Produção de farinha de mandioca” e “Pilando café”, o fotógrafo enfatizou a dimensão de dignidade do trabalho.

Ribeyrolles descreveu as fazendas de café e a arquitetura local, e também as habitações e tarefas dos escravos e seu cotidiano opressor. Nessa litografia o fotógrafo registrou um tipo não muito freqüente de senzala, com compartimentos individuais, em uma fazenda fluminense.

Um escravo está sentado no chão, de pernas cruzadas, diante de sua habitação, absorto em seus pensamentos. À direita, mulheres preparam alimentos e, no plano de fundo, roupas estão estendidas.

A litografia procurou mostrar atividades dos escravos em um aparente período no qual podiam dedicar-se a atividades pessoais e de subsistência.

As senzalas mais comuns eram coletivas, masculinas e femininas, sem janelas e com portas geralmente trancadas à noite, conforme mostrado na litografia “Antes da partida para a roça” (mesmo litógrafo) que também ilustra o “Brasil Pitoresco”.

(continua no texto que acompanha a imagem 2)

Artista

FROND, V. (fotografia); BENOIST, Ph. (litografia)

Data

1861

Local

Brasil, várias coleções.

Medidas

desconhecidas

Técnica

Litografia

Suporte

Pintura

Tema

Vida Social e Gênero

Período

O SÉCULO XIX NA AMÉRICA HISPÂNICA E NO BRASIL (A PARTIR DE 1822)

Index Iconografico

1546 - A Escravidão Negra; 1548 - O Escravo e a Escravidão; 882 - Brasil Império;
882.1840 - Segundo Reinado

Autor

Maria Antonia Couto

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