Taça Farnese

“Registro inventarial: inv. n. 27611

A Taça Farnese é considerada em geral o maior e mais célebre camafeu antigo conservado. Trata-se de uma prato de libação, um phiále em ágata sardônica, executado em um ateliê de Alexandria, decerto para um rei da dinastia dos Ptolomeus, talvez entre 180 e 150 a.C..

O relevo é composto de oito figuras. A proposta … Continue lendo...

Músicos ambulantes, Metragyrtai

Localização inventarial: Pompeia, casa dita de Cícero, inv.
9985

Trata-se de uma das raras representações conservadas dos
metragyrtai (Pedintes da Mãe), acólitos de Cibele que
perambulavam pelas cidades como músicos ambulantes, entoando
hinos à deusa, com seus címbalos, tímbales e o aulos,
a flauta dupla, na qualidade de theophorumenoi, isto
é, possuídos pela divindade.

O presente mosaico representa … Continue lendo...

Sete Filósofos (A Academia de Platão)

Localização inventarial: Pompeia, villa de T. Siminius Stepahnus, Inv. 124545

O mosaico de segundo estilo, composto de minúsculas tesselas de mármore e de vidro, provém de uma villa situada no extremo norte de Pompeia. Representa sete personagens reunidos sob uma árvore diante de pilares unidos por uma arquitrave sobre a qual repousam quatro vasos ou urnas. No centro da composição … Continue lendo...

Apolo, Mársias e Olimpo

“Registro inventarial: inv. 26051

Há uma inscrição aposta ao camafeu: “”Lau.R.Med.””, onde o R poderia ser lido seja como uma continuação de Laur[entius], seja como a palavra Rex, ambiguidade vantajosa em uma cidade já governada de fato por Lorenzo il Magnifico, mas ainda formalmente uma República.

A obra foi adquirida em 1487 por Lorenzo de´ Medici, do marchand veneziano Domenico … Continue lendo...

Laocoonte e seus filhos (imagem 3)

“(continuação do comentário da imagem 2:
http://www.mare.art.br/detalhe.asp?idobra=3646)

Ao passo de Plínio citado no comentário à imagem 2 fazia
eco Giuliano da Sangallo, segundo o que reporta, muitos anos
depois, seu filho, Francesco da Sangallo, em uma carta a
Vincenzio Borghini datada de 28 de fevereiro de 1567, na
qual supostamente se recorda da descoberta da escultura
feita por certo Felice … Continue lendo...

Laocoonte e seus filhos (imagem 4)

“(continuação do comentário à imagem 3 do Laocoonte)

Toda Roma virá visitar o grupo que o papa Julio II expõe
inicialmente ao lado de seu próprio leito, conforme atesta a
carta de Giovanni Sabadino degli Arienti a Isabella d´Este,
de 31 de janeiro de 1506, transcrevendo uma carta recebida
de Roma de um servidor do Cardeal Raffaele Riario:

Tutta Roma Continue lendo...

Laocoonte e seus filhos (imagem 5)

“(continuação do comentário à imagem 4 do Laocoonte:
http://www.mare.art.br/detalhe.asp?idobra=3648)

A tríade de estátuas que ornavam aquele Cortile – o
Laocoonte, o Apolo do Belvedere e a Venus felix
reencenava simbolicamente o mito das origens de Roma e o
retorno, sob Júlio II, a uma Idade de Ouro, tema reiterado
nos sermões de Egídio da Viterbo, orador de Júlio II, … Continue lendo...

Laocoonte e seus filhos (imagem 6)

“(continuação do comentário à imagem 5 do Laocoonte:
http://www.mare.art.br/detalhe.asp?idobra=3649)

Bem antes da cópia em mármore de Baccio Bandinelli, que
reconstitui hipoteticamente o braço do Laocoonte, lançando-o
acima da cabeça do sacerdote, em correspondência com o texto
de Virgílio –

Veja-se: http://www.mare.art.br/detalhe.asp?idobra=2086

– assistem-se às primeiríssimas tentativas de compreender e
reconstituir a integridade original do grupo, a começar pela
famosa garaContinue lendo...

Laocoonte e seus filhos (imagem 7)

(continuação do comentário à imagem 6 do Laocoonte)

Outro poema contemporâneo que desenvolve, e mais amplamente,
esta equação entre o “Laocoonte” e a representação da
dor será o Laocoon in Titi imperatoris domo Iulio II
Pontifici Maximo repertus
de Evangelista Maddaleni de´
Capodiferro (morto em 1527).

Desde seu início, a dor de que trata o poema ecfrástico
exprime-se, talvez pela … Continue lendo...