O pesadelo

Em uma tenda espectralmente iluminada, uma jovem em camisola
branca dispõe-se sobre um leito, adormecida ou desacordada,
com a cabeça e os braços pendentes, em uma postura
marcadamente erótica. Uma criatura diabólica e simiesca, que
a fita sorridente, oprime seu estômago, agachada sobre ele.

Atrás, surgindo do ingresso da tenda, aparece a cabeça de
uma égua branca, com os olhos … Continue lendo...

Melancolia

Também conhecida pelo nome de Constance Marie Blondelu, seu
nome de solteira, Charpentier (1767-1849) é uma pintora
parisiense que se forma nos ateliês de vários artistas, dois
dos quais dentre os maiores de sua época: Jacques-Louis
David e Francois Gerard. Grande parte do que se conhece de
sua vida está consignado nos dicionários biográficos de
Gabet e de Bellier-Auvray. Em … Continue lendo...

Um ateliê de artista em 1804, chamado O Ateliê de David

Em uma carta ao pintor Isabey, datada de 1806, Jacques-Louis David (1748-1825) menciona cinco artistas que ele prefere, dentre os numerosos que frequentam seu ateliê, e aos quais oferece um jantar em sua casa :

Mon cher Isabey, je rassemble pour demain mercredi, à dîner chez moi, les élèves qui m´ont le plus fait honneur. (…) Ces élèves sont Fabre, Continue lendo...

O Último Homem

Localização inventarial: inv. n. C6987

Fora da literatura apocalíptica, isto é, da tradição escatológica judaico-cristã, o tema do fim do homem ou do mundo conhece uma primeira voga na primeira metade do século XIX, em especial a partir de Jean-Baptiste Xavier de Grainville (1746-1805) cujo longo poema e último romance, ambos intitulados Le Dernier Homme, descrevem o fim das … Continue lendo...

Suicídio do artista em seu ateliê

O fascínio pela angústia da morte artística e física do
artista, pela morte como essência de seu destino, produzira-
se com grande radicalidade notadamente na cultura germânica.

Antes de 1817, Franz Freiherr von Maltitz escrevia:

Auf dem wahren Künstlergange
Lebt´s hienieden sich nicht lange,
Trägt in sich den Todeskern
Wahre Künstler sterben gern

“No verdadeiro caminho do artista
Aqui em … Continue lendo...

A dança

A dança (1866-69) foi o mais polêmico trabalho de Jean-Baptiste Carpeaux. Encomendada por um velho amigo do artista, o arquiteto Garnier, foi concebida para integrar, com outros grupos escultóricos, a decoração da Ópera de Paris.

A obra destoava completamente dos outros trabalhos, pela vivacidade e movimentação que apresentava. O artista representou mulheres nuas, que dançam em torno de figura principal … Continue lendo...

L´Étude

Proveniência: coleções Maurice Pereire e Jacques Odry

O desenho encontrava-se em 2000 na Galerie Patrick Derom em Bruxelas.

Como não-raro na obra deste satirista e artiste maudit da pintura belga que é Félicien Rops (1833 – 1898) – amigo dileto e ilustrador de Les Épaves (1866) de Charles Baudelaire -, o tema de L`Étude é inquietantemente ambíguo. Pode-se tratar de … Continue lendo...

Modernité

Modernité é uma sátira em que a modernidade,
associada à sedução feminina, aparece como uma espécie de
Salomé oferecendo-se a cabeça do artista da “Académie”, como
se lê na fita esvoaçante da bandeja.

O pintor belga, Félicien Rops (1833-1898), explicita em 1880
o que era inequívoco, mas ainda implícito, na “Morte de
Francesco Francia à vista da ´Santa Cecília´ de … Continue lendo...

Toteninsel (A ilha dos mortos)

Pintada em Florença, a obra é a primeira de uma série de cinco versões do mesmo tema, que Arnold Böcklin (1827-1901) chamava “ilha silenciosa” e “ilha das tumbas” (Die Gräberinsel), sendo o marchand Fritz Gurlitt, comitente da terceira versão em 1883, que a batiza de Toteninsel.

A segunda versão encontra-se no Metropolitan Museum de New York (1880), a terceira … Continue lendo...