Monumento a Vincenzo Bellini, Parte 3 – Norma

Norma é uma das quatro estátuas que ornamentam a base quadrada do Monumento a Vincenzo Bellini, de autoria do escultor Giulio Monteverde (1837-1917). Faz referência à ópera de mesmo nome criada pelo compositor italiano, que estreou em 1831 no Teatro Scala, em Milão.

As outras estátuas do monumento são relativas às composições musicais: “Il Pirata” [O Pirata] ; “Norma ” … Continue lendo...

Modernité

Modernité é uma sátira em que a modernidade,
associada à sedução feminina, aparece como uma espécie de
Salomé oferecendo-se a cabeça do artista da “Académie”, como
se lê na fita esvoaçante da bandeja.

O pintor belga, Félicien Rops (1833-1898), explicita em 1880
o que era inequívoco, mas ainda implícito, na “Morte de
Francesco Francia à vista da ´Santa Cecília´ de … Continue lendo...

Monumento funerário a Francesco Oneto

“No “”Monumento funerário a Francesco Oneto”” (1882), o anjo que vela o túmulo é apresentado com sensualismo na modelagem do corpo humano, compondo uma figura sutilmente ambígua e andrógina. Como aponta Franco Sborgi, essa nova forma de representar um imagem já consagrada pela tradição aborda o mistério da morte, por meio de uma “”melancolia toda laica e terrena””, ligada a … Continue lendo...

Monumento a Vincenzo Bellini, Parte 4 – La Sonnambula

La Sonnambula [A Sonâmbula] é uma das quatro estátuas que ornamentam a base quadrada do Monumento a Vincenzo Bellini, do escultor italiano Giulio Monteverde. Ela faz referência à ópera de mesmo nome criada pelo compositor italiano, que estreou em 6 de março de 1831 no Teatro Carcano, em Milão.

As outras estátuas do monumento são relativas às composições musicais: “Il … Continue lendo...

Victor Hugo no leito de morte

Chamado pela família de Victor Hugo para fotografá-lo no leito de morte, Félix Nadar executa também alguns croquis, entre os quais este, no qual se percebe uma figura sentada (Paul Nadar?), rebatendo com um espelho a fonte luminosa, e também o pano de fundo preto estendido atrás do leito, indispensável para a obtenção de contraste da silhueta e dos efeitos … Continue lendo...

Um ensaio no balcão do coro

Registro inventarial: Gift of George I. Seney, 1887
(87.8.12)

Inscrições: assinado no canto inferior direito.

Henri ou Henry Lerolle (1848-1929) estuda pintura com Louis
Lamothe, um discípulo de Ingres, e expõe regularmente nos
Salons a partir de 1868. Em 1890, inscreve-se entre os
refundadores da Société Nationale des Beaux-Arts, ao lado de
Meissonier, Puvis de Chavanne, Dalou e Rodin.

Além … Continue lendo...

Uma alma perturbada

Num bar vazio, um velho e pobre homem com a cabeça apoiada
na mão e no encosto da cadeira – fórmula gestual (ou
Pathosformel) da melancolia -, imerso em si, mostra
um semblante transfigurado por pensamentos sombrios.

Nos anos 1880, os temas da pobreza, da doença, da angústia e
da depressão são, por experiência própria, característicos
do estado de … Continue lendo...

Esqueletos no ateliê do artista querendo se esquentar

Registro inventarial: inv. AP 1981.20

Assinado e datado: ENSOR / 89

Ao relatar a compra por seu museu, em 1981, desta obra-prima
de Ensor, Edmond Pillsbury assim descreve seu tema:

The enigmatic scene shows several elaborately costumed
skeletons arriving at an artist´s studio only to find the
heat extinguished and the artist collapsed on the floor
beside his palette. The
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O descanso do guerreiro

A pintura “Antiguidades” representa o “antigo” como modelo
cultural do “Velho Mundo”, reportando-nos ao imaginário
medieval europeu e talvez à fantasia romântica do personagem
D. Quixote, de Miguel de Cervantes Saavedra (1547 – 1616).

É sabido que Cervantes, convivendo no século XVI com a
definição de modelos para o mundo antigo, confere a D.
Quixote um saudoso e fantástico apego … Continue lendo...

Les cuisiniers dangereux

Ao contrário de Félicien Rops, que em Modernité*
(1880c.) celebra a superação e a morte do artista acadêmico,
James Ensor (1860-1949), seu compatriota, representa-se a si
próprio decapitado, em 1896, como vítima de seus
cuisiniers dangereux, de seus “cozinheiros
perigosos”, prestes a oferecerem sua cabeça em um banquete
de críticos, que vomitam sobre os pratos servidos.

Nas figuras … Continue lendo...