Máscaras de gás

Henri de Groux (1867-1930), pintor e gravurista além de uma
das mais notáveis figuras do simbolismo belga, mostra uma
estreita afinidade de temperamento com a experiência
catastrófica da guerra, sendo, desde 1914, dos primeiros a
registrar-lhe os horrores em uma série de litografias.

Desde agosto de 1914, a França utilizou, pela primeira vez,
gás como uma arma contra os alemães. … Continue lendo...

Soldat im Irrenhaus II (Soldado no manicômio)

Assinada e datada, 1918

A experiência dos horrores da I Grande Guerra leva inúmeros
soldados ao manicômio ou ao menos a sanatórios para doenças
nervosas, como é o caso, por exemplo, de um artista como
George Grosz, internado em 1917.

Embora não haja notícias de que Conrad Felixmüller (Dresden,
1897-Berlim, 1977) tenha sofrido, ele próprio, como soldado
durante a longa … Continue lendo...

Prager Strasse

O dadaísmo de Otto Dix (1891-1969), como de outros artistas
ativos em Berlim, distingue-se do de Zurich por seu caráter
agressivamente político. A Prager Strasse, a rua mais
elegante de Dresden, é reduzida pelos horrores da Guerra ao
que Norbert Wolf chama de “boulevard das desilusões”.

A composição brutal, desequilibrada e, ela própria,
despedaçada, tem por protagonistas dois inválidos … Continue lendo...

Entrada do Exército Libertador (metade direita, parte 2)

(continuação do texto que acompanha a imagem número 1)

O pintor representou a festividade de 2 de julho, quando o Exército Libertador, vitorioso, desfilou pela cidade de Salvador.

Utilizou uma paleta de cores claras para registrar o dia luminoso e o evento festivo, no momento em que o desfile passava em frente ao convento de Soledade.

Como nota Clarival Valladares, … Continue lendo...

Entrada do Exército Libertador (metade esquerda, parte 1)

Nesse quadro monumental, de três metros de largura, Presciliano Silva representou o episódio relativo ao fim da Guerra de Independência da Bahia, com a entrada do Exército Libertador (ou Pacificador) em Salvador, em 2 de julho de 1823.

A tela foi realizada por encomenda do então prefeito da cidade, Francisco de Souza, para o edifício da Prefeitura.

A obra teve … Continue lendo...

Aclamação de Amador Bueno

“O antigo mosteiro de São Bento em São Paulo serve de cenário
para a cena imaginada por Oscar Pereira da Silva (1865/1867-
1939) . Circundado por monges beneditinos e secundado pela
figura de um bispo, Amador Bueno Ribeira levanta o braço
pedindo calma aos homens que o aclamam, espada em punho, rei
de São Paulo. Ele declinaria de tal aclamação, … Continue lendo...