O Nascimento de Afrodite

“Na tradição textual antiga, há duas versões do nascimento de
Afrodite. A primeira a faz filha de Zeus e Dione, divindade
pré-olímpica. Ela remonta à Ilíada (3,374) e é retomada no
Hino à Afrodite de Safo (nascida por volta de 630 a.C.) e em
Apolodoro, Biblioteca, I,3,1.

A segunda, aqui representada, a faz um divindade pré-
olímpica, filha do esperma … Continue lendo...

O Nascimento de Afrodite. Detalhe 1: uma Hora

“(continuação do texto que acompanha a imagem principal)

Embora, portanto, Bertoldo e Filippino Lippi possam ter em
mente nas obras acima mencionadas a figura de Afrodite
Urânia, o tema propriamente dito do nascimento de Afrodite
representado por Botticelli é, até onde alcança a
documentação disponível, um unicum no século XV.

Como bem estabelecido pelos estudiosos desde Warburg, a
fonte imediata … Continue lendo...

O Nascimento de Afrodite. Detalhe 2: Zéfiro e uma das Horas

(continuação do texto que acompanha o Detalhe 1)

Percebe-se, assim, a interação emulatória entre imagem e
texto que está em jogo na obra. A operação aqui realizada
por Botticelli é por assim dizer o inverso da écfrase de
Poliziano. Enquanto esta consiste na descrição de uma obra
de arte – os relevos que ornam as portas do palácio de
Afrodite … Continue lendo...

Busto de Fauno

Registro inventarial: inv. 1895-9-15-495

O tema do fauno ou do sátiro é frequente na Florença dos anos juvenis de Michelangelo e não é surpreendente que ele o aborde.

Na Vida de Michelangelo Vasari afirma que à vista das esculturas antigas no jardim de San Marco, Michelangelo “fez logo algumas por emulação, o que suscitou em Lorenzo grande expectativa.”

Este desenho … Continue lendo...

Estudos de uma Graça, de um Apolo, de um Fauno e de duas figuras drapeadas

Registro inventarial: inv. (35)29

O fólio, outrora pertencente a Mariette, apresenta estudos a pena de três figuras nuas de costas e de perfil e de duas figuras drapeadas.

A figura nua masculina foi identificada como um Fauno, mais precisamente, segundo S. Meller, um dos caçadores esculpidos no assim chamado Sarcófago de Meleagro no Campo Santo de Pisa.

A figura feminina … Continue lendo...

Hércules

Na Vida de Michelangelo, Giorgio Vasari (1568) escreve:

“Morto o Magnífico Lorenzo, Michelangelo voltou à casa do pai com infinito luto pela morte de um homem tão amigo de todas as virtudes. Comprou então um grande bloco de mármore e escavou-lhe um Hércules de quatro braças, que por muitos anos esteve no palácio dos Strozzi, apreciado como algo admirável. Depois, … Continue lendo...

Centauromaquia, Batalha entre Centauros e Lapitas

Na Vida de Michelangelo (1568), Giorgio Vasari situa este
relevo no período em que Michelangelo habitava o Palazzo di
Via Larga de Lorenzo il Magnifico:

“Nesse tempo, aconselhado por Poliziano, homem singular nas
letras, Michelangelo numa peça de mármore dada por aquele
Senhor esculpiu a batalha de Hércules contra os Centauros,
tão bela, que por vezes a quem hoje a … Continue lendo...

Morte de Orfeu

Albrecht Dürer representa aqui a morte de Orfeu despedaçado
pelas Mênades em fúria. O desenho a pena deriva
provavelmente de uma perdida pintura de Mantegna, que, por
sua vez, pode ter-se baseado num modelo antigo.

Na bandeirola em cima, lê-se:

Orfeus der erst puseran
(Orfeu o primeiro pederasta)

Segundo Ovídio, após sua malograda catabase, isto é, sua
viagem ao Hades … Continue lendo...

Baco com Pequeno Sátiro

“Em Vida de Michelangelo, Giorgio Vasari escreve a respeito da progressiva afirmação do jovem Michelangelo (1475-1564) em Roma, aonde fora chamado por Raffaele Riario, em 1496:

“”As qualidades de Michelangelo chegaram então ao conhecimento de Iacopo Galli, fidalgo romano de grande engenho, que lhe encomendou um Cupido de mármore, de tamanho natural, ao lado de uma figura de Baco de … Continue lendo...