Bóreas, o Vento do Norte

“(continuação do comentário à imagem de Bóreas, veja-se:
http://www.mare.art.br/detalhe.asp?idobra=3641)

Não se explica facilmente a presença dessa figura mitológica
em um livro de antífonas. Giorgio Vasari fornece nas Vite
di Fra’ Iocondo e di Liberale e d’altri Veronesi
(1568)
algumas informações sobre a estada de Liberale da Verona em
Siena, na qual, segundo o biógrafo, ele se encontraria ativo
desde 1466, … Continue lendo...

Hércules e a Hidra de Lerna

Registro inventarial: inv. 1478

A Hidra de Lerna é o monstro nascido de Typhon e de Equidna
com cujo sangue Hércules, após matá-la, envenena suas
flechas. Deste mesmo sangue sairá também o filtro de amor
dado a Dejanira pelo centauro Nessos, mortal para Hércules.

Os dois quadrinhos de Antonio Pollaiuolo (1432c.-1498) com
os Trabalhos de Hércules, vale dizer, o “Hércules … Continue lendo...

Hércules e Anteus

Registro inventarial: inv. 280 B

Hércules, com a pele do leão de Nemeia (excepcional, o
relevo da cabeça do leão), suspende o gigante Anteus em um
abraço que o sufoca e quebra sua espinha. A base é
sustentada por quatro tartarugas.

Trata-se de uma encomenda de Lorenzo de´ Medici, que muito
apreciava Antonio Pollaiuolo e o considerava: “il principale
Maestro … Continue lendo...

Belerofonte domando Pégaso

“Registro inventarial: inv. Pl. 5596

Há uma inscrição em baixo:

expressit me Bertholdus Conflavit Hadrianus,

“”Bertoldo figurou-me; Adriano fundiu””

Filho de Netuno e de Eurimedeia (filha do rei de Megara),
Belerofonte recebe de Ióbates, rei da Lícia, a ordem de
matar a Quimera, um monstro que devastava o país e raptava o
gado. Belerofonte, que encontrara Pégaso na fonte … Continue lendo...

Primavera

“O título da obra remonta à menção que Giorgio Vasari faz à
obra em sua Vida de Botticelli (1550):

Per la città, in diverse case fece tondi di sua mano, e
femmine ignude assai; delle quali oggi ancora a Castello,
villa del Duca Cosimo, sono due quadri figurati, l´uno,
Venere che nasce, e quelle aure e venti che la fanno
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Primavera. Detalhe 1: Zéfiro e Cloris

“(continuação do texto que acompanha a imagem principal)

Segundo a clássica interpretação de Wind (1958) o sentido da composição deve ser percebido da direita para a esquerda.

Começa-se assim o percurso interpretativo por este detalhe à direita que representa Zéfiro, o vento da Primavera e Cloris, a ninfa terrestre que, fecundada por Zéfiro se transforma em Flora, arauto da primavera, … Continue lendo...

Primavera. Detalhe 2: As Graças e Mercúrio

“(continuação do texto de comentário à imagem Detalhe 1 da
Primavera)

Edgar Wind parte da ideia de que as ornamentações poéticas
de Botticelli devem certamente muito a Poliziano e a seus
comentários em versos ou transfigurações de poemas antigos,
como os Hinos Homéricos, as Odes de Horácio e os Fastos de
Ovídio. Mas, em nenhum destes poemas, os paralelismos com … Continue lendo...

Primavera. Detalhe 3: Vênus e Cupido

A pose de Vênus voltada para as Graças e seu gesto
demonstrativo, como que temperante dos ritmos da dança,
denotam que esta está posta sob seus auspícios.

A ideia de Vênus como deusa da moderação pode parecer
estranha, mas não é assim no Quatrocentos, observante de
Plutarco. Assim, Giovanni Pico della Mirandola define-a
fonte de “devidos temperamentos”, e chamou-a deusa … Continue lendo...

Primavera. Detalhe 4: Mercúrio

“(conclusão)

Sempre segundo Wind (1958), a maior dificuldade de toda
interpretação da Primavera é explicar a personagem e o
discurso de Mercúrio. Tradicionalmente, Mercúrio é
considerado “”a escolta e o guia das Graças””, tal como em
Lilius Gregori Gyraldus (1548) ou em Vincenzio Cartari.

Mercúrio era sobretudo, para Ficino, o deus “”engenhoso””, o
deus sagrado aos gramáticos e aos metafísicos, … Continue lendo...