São Mateus. Detalhe

(continuação do texto que acompanha a imagem principal)

Ainda sobre a datação da obra em 1506, pode-se citar outro documento que corrobora a hipótese de que o artista está às voltas com a execução do São Mateus ainda em novembro de 1506.

Michelangelo estava em Roma em janeiro de 1506, como atesta uma carta de Francesco da Sangallo a Vincenzo … Continue lendo...

Esquema da Abóbada da Capela Sistina segundo o primeiro projeto

Localização inventarial: inv. n. 1859-6-25-567

Ao lado de alguns estudos de braços e mãos, este fólio do British Museum documenta o primeiro projeto con poche figure semplicemente, como Michelangelo afirma em sua carta a Giovan Francesco Fattucci, de 27 ou 28 de dezembro de 1523:

Depois, voltando eu a Roma, [Júlio II] não quis mais que eu prosseguisse o Continue lendo...

Embriaguez de Noé. Imagem 1

Na Vida de Michelangelo, Giorgio Vasari (1568) assim descreve a cena da embriaguez de Noé:

“Não se pode dizer o quanto foi bem expressa a cena de Noé, ébrio de vinho, adormecido e descoberto, em presença de um filho que se ri de sua nudez, enquanto outros dois o recobrem”.

A fonte é Gn 9,20-23:

Coepitque Noe agricola plantare vineam; Continue lendo...

Embriaguez de Noé. Imagem 2

(continuação do texto da imagem 1)

Michelangelo duplica na composição a figura de Noé, representando-o ao fundo à esquerda a lavrar o solo e no centro deitado e imerso em sua ebriedade. As duas figuras têm contudo aspecto diverso. Noé deitado tem cabelos e barbas mais longos e embranquecidos, como se entre os dois momentos houvesse decorrido um longo lapso … Continue lendo...

Cenas do Gênese

Na Vida de Michelangelo, Giorgio Vasari (1568) assim inicia a descrição dos afrescos da abóbada da Capela Sistina:

“As divisões desta obra distribuem-se pelos seis penachos da abóbada em cada lado, e por um em cada uma das duas extremidades, nos quais Michelangelo pintou Sibilas e Profetas de seis braças de altura; no centro, desde a Criação até o Dilúvio … Continue lendo...

Dilúvio Universal

Na Vida de Michelangelo, Giorgio Vasari (1568) escreve:

“Mesma arte e juízo demonstrou Michelangelo na cena do Dilúvio, onde aparecem muitas mortes de homens que, em pânico pelo terror daqueles dias, tentam por todos meios salvar a vida. Assim, nas feições daquelas figuras, percebem-se a vida presa da morte, e o medo, o terror e o desprezo por tudo mais. … Continue lendo...

Dilúvio Universal. Detalhe

(continuação do texto que acompanha a imagem principal)

A arca de Noé foi considerada como símbolo da Igreja. Suas nove janelas de cada lado sugeriram a Frederick Hartt [1950:184] e Hartt, in Colalucci [1990:I, 236] a imagem de um paralelo teológico mais longínquo:

It has nine windows on each side, like the nine scenes on the ceiling, the nine letters Continue lendo...

Descida da Cruz

A atribuição deste grupo de modelos a Jacopo Sansovino (1486-1570) deve-se a um trecho da biografia do artista, escrita por Giorgio Vasari, em que se lê:

“Tendo Pietro [Perugino] visto a bela maneira de Sansovino, conseguiu que lhe fizesse muitos modelos de cera, e entre outros um Cristo deposto da cruz, com muitas escadas e figuras, algo de fato belíssimo. … Continue lendo...

Noli me tangere

Para o texto de João 20,11-18 que constitui a fonte desta cena, ver o Noli me tangere da Maestà de Duccio.

Na Vida de Andrea del Sarto (1550), Vasari, escreve a respeito dessa obra:

Né molto dopo in San Gallo, chiesa dei frati Eremitani Osservanti di Santo Agostino, fuor della porta a San Gallo, gli fu fatto fare per una Continue lendo...

Deploração sobre o Cristo morto

Assinado “Francia Aurifex Bonon. P.” (Francia ourives de Bolonha, pintou). Até algunos atrás podia-se ler a data 1510, o que confirma a posição tardia da obra no percurso de Francesco Francia (1450c. – 1517), sensível a Pietro Perugino, cujo retábulo de 1493-1496 da capela Vizzani na igreja de San Giovanni in Monte, em Bolonha, era decerto conhecido de Francia.

Bibliografia… Continue lendo...