Da impactante gravura de Albrecht Dürer (1501 ou 1502), a
Grosse Glück ou “Nêmesis”, deriva, nos dois primeiros
decênios do século XVI, um tema de predileção germânica, a
“A Fortuna militar”, figura alegórica da Guerra como
prostituta – Fortuna fatal ao soldado e à humanidade -, de
que dão testemunho os desenhos e gravuras do Mestre de 1515
(talvez Herman … Continue lendo...
Página de posts
Forro da Sacristia da Igreja Jesuítica da Casa-Colégio da Madre de Deus
“Forro da sacristia da Igreja jesuítica da Casa-Colégio de Nossa Senhora da Madre de Deus em Vigia no interior do Pará. Teto repartido em quatro caixotões de grandes dimensões com pinturas a óleo e emblemas compondo alegorias marianas da escritura. Os quatro emblemas marianos contam com as seguintes inscrições: Electa ut Sol (“”Eleita como o sol””); Pulchra ut Luna (“”Bela … Continue lendo...
Forro da Sacristia da Igreja do Colégio Jesuítico de Santo Alexandre em Belém do Pará
“Forro da sacristia da Igreja de São Francisco Xavier do Colégio Jesuítico de Santo Alexandre em Belém do Pará (atual Museu de Arte Sacra do Pará). Pintura decorada com flores, mascarões, e em cada um dos quatro cantos da composição, emblemas e faixas com mensagens cristãs: o emblema “”da sineta ou abelhas”” (Sonvum Dulcedo Seqvetur – “”Que a doçura siga … Continue lendo...
Floresta Virgem (Cortina da Floresta)
“A litografia foi realizada para ilustrar o livro “”Brasil
Pitoresco”” de Charles Ribeyrolles e Victor Frond, publicado
entre 1859 e 1861. As fotografias de Frond foram utilizadas
como base para as litografias realizadas na Maison
Lemercier, em Paris. O Brasil Pitoresco foi a primeira obra
de viajantes editada na América Latina com ilustrações
obtidas a partir de fotografias.
Ribeyrolles apresentou … Continue lendo...
Floresta cortada (parte 1)
O livro “Flora Brasiliensis” originou-se da viagem dos naturalistas Spix e Martius pelo Brasil, entre 1817 e 1820. Eles vieram ao Brasil junto com um grupo de cientistas e naturalistas que acompanhavam a arquiduquesa Leopoldina, integrando a Missão Austríaca.
Spix e Martius iniciaram o itinerário nos arredores do Rio de Janeiro, viajando de São Paulo ao sul da Bahia. Posteriormente, … Continue lendo...
Floresta cortada (detalhe)
Martius comentou sobre as representações freqüentes em obras de naturalistas e viajantes e argumentou: “Em meio à reprodução expressa, já em diversas estampas, das florestas primitivas, em sua beleza natural e abundância, não me pareceu dissonante ainda mostrar a imagem daquela devastação, que, nessas florestas, é feita pelas mãos soberbas dos homens que as agridem com o arado ou com … Continue lendo...
Flora
Localização inventarial: inv. n. 1077
Longamente conhecido como um retrato alegórico de Lucrécia Borgia (o catálogo do Museu mantém ainda esta hipótese), este retrato mitológico de uma jovem como Flora é de singular audácia por seu desabrido erotismo, pela estilização do penteado e pelo exótico turbante árabe. O colar e o broche de ouro, rubis e pérolas exibido na testa … Continue lendo...
Flores
Agostinho da Motta foi professor da cadeira de pintura de paisagem, flores e animais da Academia Imperial de Belas Artes a partir de 1860, e se destacou pela qualidade de sua produção. Como nota Luciano Migliaccio, o pintor alia ao estudo do natural a ilustração científica e a produção de artistas viajantes. Para Migliaccio os dois quadros de flores e … Continue lendo...
Final de jogo
Com essa obra de bela sensibilidade naturalista, pertencente de pleno à matriz holandesa da vida na taberna e inspirada mais diretamente, talvez, na Briga de Ernest Meissonier (1855, coleções régias inglesas), Carlos Chambelland obtém no Salão de 1907 o prêmio de viagem que lhe consente a ambicionada viagem a Paris.
De origem francesa e irmão mais novo de Rodolfo Chambelland … Continue lendo...
Fim de um dia de verão: égloga
Registro inventarial: inv. 68
O quadro representava inicialmente uma cena de mitologia. A
data 1909, aposta pelo artista ao quadro, refere-se à sua
finalização, com acréscimos e sobretudo a substituição de
sátiros dançando por um rebanho de ovelhas, conforme se
depreende de uma carta ao amigo, Grubicy, de 1899, pela qual
se sabe também que a paisagem refere-se às cercanias … Continue lendo...

